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terça-feira, 14 de setembro de 2021

O Esquadrão Suicida (2021) na HBO Max | Vale a pena cada minuto

 

Imagem: Warner Bros./ DC


Quando o trailer de Esquadrão Suicida (2016) saiu, as apostas eram altíssimas. Vilões icônicos da DC como protagonistas e fazendo loucuras ao som de Bohemian Rhapsody do Queen. Promissor. O filme se vendeu bem, mas o conteúdo era um desastre. Não souberam construir a história de forma que pudéssemos conhecer os protagonistas, o filme foi todo recortado, não havia nenhum risco real, as piadas não tinham timing, houve falta de entrosamento entre os personagens e raio azul no final. Isso sem falar na vilã com a dancinha e a classificação indicativa que ajudou a limitar todo o potencial vilanesco das personagens.

Eis que surgiu uma nova oportunidade nas mãos de James Gunn, que estava com a agenda aberta após ter sido enxotado do universo Marvel e dos Guardiões da Galáxia. A princípio ele parecia ser o diretor e roteirista ideal, o que se confirmou com o produto final já disponível na HBO Max nas versões em inglês e português.

É quase a mesma história, só que muito bem contada. É uma missão, designada por Amanda Waller, para que eles desativem um laboratório em uma ilha remota que parece estar na América Central. Para isso são convocados Bloodsport, Peacemaker, Capitão Boomerang, Ratcatcher 2, Savant, King Shark, Blackguard, Javelin e Harley Quinn.

Os personagens têm individualidades e suas particularidades têm sentido para a trama, ainda que ela seja narrada de forma aloprada, caótica, rápida e dinâmica. Os elementos se encaixam e você tem aquilo que se espera de um grupo tão diverso. São os desajustados realizando uma missão para os "bonzinhos" que nunca são tão bons assim. Ao mesmo tempo, ainda que seja um filme sobre o grupo de vilões chamado Esquadrão Suicida, você ainda tem personagens que ajudam a conquistar a empatia do telespectador e faz com que ele mergulhe na história e torça por eles. 

O Esquadrão Suicida (2021) é bem fresco e divertido, a cara do James Gunn. Cheio de cenas de ação e violência que combinam com a proposta. É uma boa pedida para um final de semana.

Verifique a classificação indicativa.


quarta-feira, 28 de julho de 2021

Agora vai? O Esquadrão Suicida consegue 100% de aprovação da crítica

 


As apostas estavam altas e James Gunn teve que se provar após um primeiro longa da DC ruim, uma série de controvérsias por parte do diretor seguidas de sua saída de Guardiões da Galáxia. Mas eis que a aposta se pagou, pelo menos do lado da crítica especializada.

Com 46 reviews, o filme O Esquadrão Suicida (2021) alcançou 100% de aprovação por parte de crítica especializada segundo o portal Rotten Tomatoes. Isso significa que até o momento, quase todos que assistiram acharam o filme de bom para cima, o que não significa que todos acharam excelente. 

Sinopse:

Bloodsport, Peacemaker, Captain Boomerang, Ratcatcher 2, Savant, King Shark, Blackguard, Javelin e Harley Quinn partem para a remota ilha de Corto Maltese em uma missão de busca e destruição com o Coronel Rick Flag.

O consenso geral das críticas indicam um filme divertido que explora as forças violentas e anárquicas do material de origem. O longa será lançado no dia 06 de agosto de 2021.



terça-feira, 27 de julho de 2021

Jogos Vorazes | O Final

 Embora seja fã dos livros e da franquia de Jogos Vorazes, só assisti o último filme hoje (os livros li em uma maratona de 1 semana alguns anos atrás).


Não posso deixar de comparar ambos e tecer alguns comentários.

No geral achei os filmes bem fiéis aos livros, às vezes fiéis demais, mas para quem amou a leitura foi o suficiente. Achei que houveram alguns desperdícios ao longo, mas nada que fizesse a experiência ser ruim, aliás achei todos muito bons.

Minha principal observação é que faltou demonstrar foco nos traumas de Katniss e os outros vencedores. Como foi bem colocado, ninguém ganha os Jogos Vorazes. Nos livros isso restou muito claro nos diálogos com Haymitch, Johanna, Finnick e Annie, todos saem com algum trauma e todos continuam sendo perseguidos após os jogos. Todos os traumas são demonstrados de alguma forma: Haymitch bebe, Johanna se droga, Annie é perturbada, Katniss e Peeta têm pesadelos.

É importante salientar que a narrativa do livro é em 1ª pessoa, dessa forma podemos saber os sentimentos da personagem principal e acompanhá-la na sua constante luta pela sobrevivência. Fica claro para o leitor que mesmo após o final dos Jogos e da Guerra, Katniss vive em uma luta constante pela sobrevivência. O estresse pós traumático que ela vive passa a ser tratado após o retorno de Peeta ao Distrito 12, é ele quem ela não vive sem pois é ele quem a empurra de volta para a vida e a convence de ter filhos. Isso não ficou muito claro no filme, o que deu impressão que ela superou o trauma teve filhos e viveu feliz para sempre.

Para Katniss não há final feliz, mesmo que ela tenha filhos com Peeta. A última passagem do livro deixa claro que após tanto trauma, a personagem ainda sente dificuldade de acreditar em futuros melhores, deixa claro que os Jogos serão uma cicatriz em sua vida que provavelmente nunca irá curar. Peeta é quem faz ela seguir em frente, que a convence a ter filhos. O filme peca em demonstrar a profundidade da tristeza e depressão da personagem principal após a morte da irmã, que foi justamente o elemento que catapultou Kat dentro dos Jogos, consequentemente pecou em mostrar como ela começa a se recuperar.

Embora o último livro tenha sido dividido em dois filmes, senti que faltou um desenvolvimento maior do relacionamento entre os personagens, em especial entre Finnick e Katniss e Johanna e Katniss. A primeira dupla se aproxima muito enquanto esperam seus respectivos interesses amorosos serem resgatados da Capital, e principalmente, se ajudam para apaziguar a crescente ansiedade, isso fez muita falta para o desfecho de Finnick no último filme, a morte foi sentida, mas teria sido mais se houvesse essa conexão e maior profundidade ao personagem.

Quanto a Johanna e Katniss, podemos ver a dupla se conectando nos livros durante treinamento de combate, que é quando podemos conhecer um pouco mais da vencedora do Distrito 7 e o porquê dela ser tão dura e viciada em morfina, as duas passam a ter um relacionamento de irmã mais velha que torra a paciência da mais nova e assim vai.

O livro me fez chorar como bebê, primeiro com a morte de Finnick, depois Primm, mas principalmente com a lembrança final dos dois (Annie com o filhinho recém nascido e o diálogo de Katniss com o gato). Na minha opinião, o filme pecou em não demonstrar a sensação de perda de Kat e como uma pessoa nessas circunstâncias age, acabou não emocionando tanto. Foi mais soft que o restante da série, dando a impressão de final feliz.

No geral foi um bom filme, deu um encerramento satisfatório para a franquia.

Nota: 4

quarta-feira, 24 de julho de 2019

TED BUNDY: A IRRESISTÍVEL FACE DO MAL | Vale a pena?



Existe um certo fascínio pela maldade, principalmente quando ela esbarra na sedução. Por alguma razão, as pessoas são atraídas pelo mal, seja para tentar entendê-lo, seja para... O que mais?

Ted Bundy é um dos mais famosos Serial Killers. Sua aparência e charme são reverenciados por uma legião de fãs até hoje. O longa parece explorar exatamente isso. Como um homem charmoso, com namorada e com ensino superior conseguiu fazer tudo o que fez e ainda quase escapou? Como ninguém percebeu o que ele fazia?

O filme é narrado a partir do ponto de vista da namorada de Ted Bundy na época, Liz (interpretada por Lilly Colins), mas ainda assim a grande estrela é o assassino interpretado por Zac Efron. E isso diz muito. Aparentemente as vítimas são apenas um meio para a fama, completamente esquecidas ou ofuscadas pela figura. Em determinados momentos o filme até leva a entender que ele seria o cara legal, se não fossem as acusações e crimes. 

Não é de se espantar que o longa e o retrato que se faz dele como um cara simpático e legal, carismático e às vezes quase heroico (de forma bem distorcida) tenha levantado sérios questionamentos por parte de suas vítimas ou seus familiares. Não se pode negar que transformar o sujeito em uma figura pop após ele ter causado tanta dor e sofrimento soa de mau gosto. Ao mesmo tempo, a história é contada por sua ex e acaba entrando na linha do que ela poderia ter feito diferente, como isso a afetou e por que foi tão simples enganá-la. 

O longo tem a oportunidade de mostrar que nem todo serial killer vive nas sombras, isolado planejando algo. Muitas vezes o lobo se esconde entre as ovelhas. Nesse sentido, o filme até tem seu mérito. Vale a pena? Talvez. Se assistir, aproveite e assista o documentário 'Ted Bundy: Falling for a killer atualmente disponível na Prime Video.




domingo, 6 de novembro de 2016

A Garota no Trem (filme)

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Para quem gosta de filmes como Garota Exemplar, A Garota do Trem pode ser uma boa opção para assistir no cinema.

Rachel (Emily Blunt) é uma alcoólatra desempregada que viaja de trem todas as manhãs,  fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia, após testemunhar uma cena intrigante, descobre que a mulher a qual sempre admira pela janela está desaparecida. Inquieta, Rachel passa a investigar o ocorrido se vê completamente envolvida no mistério.

O filme, baseado no obra literária de Paula Hawkins, certamente não traz o mesmo refinamento e elemento surpresa de A Garota Exemplar, todavia, faz um bom trabalho em envolver o espectador no mistério do desaparecimento de uma mulher que aparentemente tem a vida perfeita.

A história é contada pela perspectiva de três mulheres, sendo uma a garota no trem, e as outras duas, a primeira vista, mulheres de vida perfeita que são observadas pela narradora inicial.  Diferente de Garota Exemplar, a narradora principal, Rachel, não atrai qualquer simpatia do público, traz em si todos os defeitos e falta de carisma para que o espectador se incomode com ela e suas atitudes invasivas, e é nisso que ela se torna mais interessante, pois é uma personagem cheia de defeitos e muito real, crédito para Emily Blunt que representou muito bem.

O filme peca um pouco na apresentação da história das três mulheres, cortando a narrativa em momentos importantes. bem como aproveitou pouco o personagem de Luke Evans, que praticamente serviu apenas para ser o par perfeito da bela loira, alvo de uma admiração obcecada de Rachel , realmente um desperdício. 

É interessante ver que a temática feminina do filme está muito presente e serve de pano de fundo para discussão sobre a maternidade, papel de esposa, ex-esposa e amante, bem como essas mulheres lidam com as exigências sobre seus papéis na sociedade e seus corpos.

Realmente o filme é um thriller interessante, com as reviravoltas que o público adora, embora a certo ponto antes do final já é possível deduzir quem seja o responsável pelo desaparecimento da jovem, bem como o motivo. A sacada se encontra na condição de alcoólatra obcecada de Rachel, que se torna uma narradora não confiável e, consequentemente se confunde, levando o público junto.


O filme não chega a ser uma obra prima, mas vale a pena conferir nos cinemas.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

QUE FALTA VOCÊ ME FAZ :: LER OU NÃO




SINOPSE: Dezoito anos se passaram desde que a detetive Kat Donovan sofreu as maiores perdas de sua vida: a morte do pai e o fim do relacionamento com o noivo. Foram dois acontecimentos muito bruscos que ela ainda não conseguiu superar totalmente, mas, no dia a dia, prefere não pensar muito nisso. Contudo, de uma só vez, essas duas feridas voltam a se abrir. Ao saber que o assassino de seu pai será executado, Kat resolve ter uma conversa com ele para esclarecer o caso. Mas o homem nega a autoria, dizendo que foi obrigado a confessar o crime, e ela acaba ficando com mais dúvidas. Ao mesmo tempo, a detetive é procurada por um garoto que acredita que a mãe está desaparecida. Sem entender por que o adolescente insiste que ela, e não um outro policial, investigue o caso, Kat descobre que o sumiço está relacionado a seu ex-noivo e a um site de relacionamentos. Lidando com dois casos simultâneos, ela decide seguir em frente com as investigações, mesmo que todos ao seu redor tentem dissuadi-la disso. Determinada, Kat trabalha segundo suas emoções, e a intuição lhe diz que ela não deve desistir.



Mais um livro de pessoas desaparecidas de Harlan Coben. Porém, dessa vez, a protagonista é uma investigadora de Nova York que está em busca de respostas sobre seu passado e uma pessoa que amou, quando cruza o caminho de um jovem hacker que suspeita do sumiço de sua mãe que viajaria com um namorado da internet.

Como os personagens de Coben, Kat não foi criada para ser mocinha ou para ser agradável, ela é o que é, bebe, é grossa, tem poucos amigos e pronto.

O livro de 368 páginas possui muitos diálogos, boa descrição de cenas de ação e trabalha na montagem do quebra cabeça com narrações distintas que culminam na ápice da ação e no dinamismo da narrativa. A história conta com três mistérios que a princípio parecem ser distintos mas que carregam linhas tênues de conexão.

O livro é muito bom para leitores que gostam de temas investigativos.





sexta-feira, 8 de julho de 2016

The Fundamentals of Caring



Uma comédia original da Netflix, dirigido por Rob Burnett, baseado na obra literária The Revised Fundamentals of Caregiving, de Jonathan Evison, e estrelado por Paul Rudd, Craig Roberts e Selena Gomez.


Após sofrer grandes perdas, Ben decide trabalhar como cuidador e consegue seu primeiro emprego cuidando de um jovem de humor ácido, Trevor, que tem distrofia muscular. Juntos partem em uma jornada que resulta em autoconhecimento.

Embora seja um filme clichê de auto descobrimento na estrada, é um longa que ainda tem seu charme, principalmente pela temática. Embora Trevor tenha uma doença que exija muitos cuidados, razão pela qual Ben vai trabalhar com ele, em momento algum é um personagem que exige piedade, aliás, a primeira cena dele é hilária. Acho que esse é um dos elementos que mais agradou, uma vez que a forma como a relação dos dois personagens principais se desenvolve, traz o cuidado do Homecare como tema mas sem a sensação de pena.

Paul Rudd, muito bem no papel, traz o elemento inspirador para que tanto ele e Trevor saiam em busca de atrações turísticas pelo país e se deparem com personagens que os ajudarão a mudar as perspectivas de vida.

É um filme de superação e descobrimento, clichê, mas um clichê adorável que leva Paul Rudd e isso já basta.






terça-feira, 5 de julho de 2016

Procurando Dory



Após mais de 10 anos de espera, a continuação do longa Procurando Nemo, agora Procurando Dory, não decepciona. Na mesma linha dos filmes da Pixar, Procurando Dory trata um tema sério de forma mais leve. 

Como sabemos, Dory sofre de perda de memória recente, o que a leva a enfrentar algumas dificuldades cotidianas. Em meio a tudo isso, ela decide buscar suas origens e leva o espectador nessa jornada, enquanto nos deparamos com diversos personagens que também têm algum tipo de déficit, seja de memória, física ou psicológica e como fazem para conviver com ele. 

Nem preciso dizer que é uma alegria reencontrar todos os personagens após tantos anos de espera e acredito que a história de Dory veio apenas para complementar o que já era bom. Não há nada inovador, porém, a história da peixinha é muito bem contada em meio a momentos tocantes e momentos engraçados. Não se surpreenda se um cisco cair nos seus olhos e cair uma lágrima, não tem como não gostar da versão baby da Dory.


sábado, 25 de junho de 2016

Independence Day 2




Vinte anos depois da primeira tentativa de invasão alienígena, eles estão de volta com naves maiores e armas mais poderosas. “As poucas esperanças da Terra estão depositadas no grupo que inclui o cientista David Levinson, um senhor da guerra no coração da África e uma piloto de caça, filha do ex-presidente Tom Whitmore”.

Independence Day foi um marco na minha infância. O filme mistura ação, comédia, sci-fi, tem os melhores efeitos especiais  de qualidade em pleno 1996.

O primeiro filme teve a proeza de mostrar a Casa Branca ser destruída por uma nave alienígena com grande realismo para a época, mostrou ainda um planeta inteiro ser invadido por criaturas misteriosas, que mal apareciam e que levou um tempo para serem desvendados.

Pois bem, nesse novo filme, Independence Day: O Ressurgimento, os humanos tiveram 20 anos para se prepararem para uma possível nova invasão mesclando tecnologia local com tecnologia alienígena, acontece que os alienígenas também se prepararam e causaram um grande estrago, o mesmo não se pode dizer com relação aos efeitos especiais desse novo filme que se apoia por demasiado na computação gráfica e perde em qualidade.

Além disso, a quantidade de personagens mal explorados e piadas mal colocadas não anima muito as 2 horas de filme. Alguns personagens do primeiro filme foram colocados apenas a título de nostalgia ou para dar uma ligação a qual não me importei muito.

Ao final descobrimos a possibilidade de um franquia de uma guerra intergalática.

Para o público que gosta de destruição, grandiosidade e não se preocupa muito com roteiro, é um filme interessante que vai satisfazer. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Por que assistir How To Get Away With Murder?





How to Get Away with Murder, é uma série de televisão estadunidense transmitida pela ABC desde 25 de setembro de 2014. A série foi criada por Peter Nowalk e tem como produtora executiva Shonda Rhimes (Grey's Anatomy e Scandal).

A série segue a vida pessoal e profissional de Annalise Keating, professora de Direito Penal de uma universidade na Filadélfia. No início do semestre, a advogada seleciona um grupo dos seus melhores alunos em sua turma para trabalhar em seu escritório. São eles: Connor Walsh, Michaela Pratt, Asher Millstone, Laurel Castillo e Wes Gibbins.

A série é simplesmente fantástica. O impacto inicial se dá com um misterioso assassinato em que todos os protagonistas estão de alguma forma envolvidos, e do qual é contado de trás para frente enquanto Annalise e seus alunos lidam com o caso da semana. Ao final da primeira temporada é deixado um gancho que serve como uma das tramas para a excelente segunda temporada.

A segunda temporada de início dá a impressão de ser conduzida como a primeira, com um grande crime e depois casos da semana, chega a ser um pouco arrastada até mesmo focando demais nas desconfianças dos alunos com sua professora, até que ocorre uma grande reviravolta no meio da temporada e carrega grandes revelações do passado da advogada. Sem palavras para a qualidade da série. 

Na minha opinião a série é uma das melhores da atualidade por 9 motivos:

  • Não é muito longa, tem 15 episódios cada temporada.
  • Viola Davis arrebenta como Annalise Keating.
  • A forma como o grande crime é apresentado de trás pra frente, ou seja, do corpo até o motivo que levou a pessoa a ser morta.
  • Os casos da semana.
  • A vida pessoal de cada protagonista.
  • Não tem medo de colocar uma mulher negra em posição de poder, não tem medo de mostrar relacionamento homossexual, enfim, não tem medo.
  • Os casos da semana são muito interessantes.
  • A forma como acontece o desenrolar dos acontecimentos.
  • Reviravoltas fantásticas.

A série é transmitida no Brasil pelo canal Sony e a primeira temporada está disponível na Netflix.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Orange is The New Black - 4ª Temporada



Acabei de assistir a quarta temporada de Orange is The New Black, uma das séries queridinhas da Netflix.

No último episódio da terceira temporada vemos as garotas de Litchfield conseguirem dar uma escapadinha da prisão e se divertirem no lago ao mesmo tempo que novas internas chegam, criando a ideia de que teríamos grandes problemas de lotação para a temporada que viria a seguir.


Logo a quarta temporada já apresenta a problemática de uma penitenciária lotada, como divisão dos espaços, falta de absorvente etc. Ocorre que a forma como a terceira temporada nos deixou, passou a impressão de que isso iria causar uma grande reviravolta, o que não aconteceu.

Outro ponto a ser repensado é a importância de Piper na trama. A série insiste em colocá-la em um local de destaque sendo que sua história já se esgotou, o que é uma pena pois há muitas outras personagens interessantes a serem exploradas, além de um cenário de superlotação que não foi tão explorado assim. Por outro lado, ao aparecer uma concorrência no negócio das calcinhas, podemos ver a jornada de Piper ao lado negro e como suas decisões acabam por criar grandes consequências na prisão.

Ao contrário das outras temporadas, esta se concentrou menos nos flashbacks e mais na vida na prisão e nas novas dinâmicas no grupo de personagens já conhecidos. Acredito que a diminuição de flashbacks seja porque  o passado da maioria das personagens já foi explorado em temporadas anteriores, o que é uma pena pois a entrada de novas internas poderia dar mais espaço para novas histórias. Os poucos flashs que tempos são de personagens que ainda não foram explorados como Maria, Blanca, Lolly, Mr. Healey e Crazy Eyes.

Outro ponto bacana foi a adição de Judy (Martha Stuart?), uma celebridade do mundo da cozinha que é presa por dar cabo no fisco, o que trouxe um frescor engraçado para a série. Além disso, é muito interessante a abordagem da desumanização das detentas pelas pessoas que deveriam prezar pela ordem do local e sua segurança, ou seja, os novos guardas.

Finalmente tivemos a volta de Nicky e descobrimos o que aconteceu com Sophia, o que tem um paralelo com a própria história de Caputo, que segue seu caminho tentando fazer seu melhor para administrar a penitenciária.

No geral temos uma boa temporada, ainda que o frescor tenha passado, continua a agradar e trazer novos elementos e tocar seus espectadores com personagens humanas e cativantes. A série é bem sucedida em trazer sempre novos elementos, novas tramas e não tem medo de tocar em assuntos delicados.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Boneco do Mal (The Boy)





País: EUA
Estreia: 18 de Fevereiro de 2016
Direção: William Brent Bell
Elenco: Lauren Cohan, Rupert Evans


Na onda de Evocação do Mal 2, decidi dar uma olhada no catálogo de terror do Netflix e decidi checar este filme, The Boy, traduzido como Boneco do Mal só Deus sabe porque.

De início podemos pensar que é uma cópia de Annabelle, então iniciamos o filme acreditando que o que nos espera é um terror sobrenatural, cheio de sustos, SQN.

Devo dizer que tive um pouco de preconceito com o filme, principalmente pela questão de a ideia ser similar a de Annabelle a princípio, por conta do título em português (onde The Boy traz a ideia de Boneco do Mal???? Mania de tudo ser do MAL, falta criatividade nesse departamento). Não poderia estar mais errada. Não sei porque o filme está na sessão de thriller, mistério etc. Eu morri de rir do começo ao fim. É um filme Trash, certeza. Se Chuck não me dava medo, esse Boneco do Mal menos ainda e vou dizer o porquê.

O que vou comentar a seguir já está na sinopse, então não considero spoiler. Caso a pessoa queira uma surpresa, não leia o próximo parágrafo.

Lauren Cohan interpreta Greta, uma Americana fugindo de um passado dramático, que decide arrumar um emprego de babá em uma mansão no meio do nada na Inglaterra. Ao chegar no local e conhecer seus empregadores, Greta descobre que será babá de um boneco que é tratado como criança pelo casal residente. Ok, alerta vermelho gente, só nisso eu já morri de rir, não pela premissa em si, mas na forma como foi retratada no filme, daí em diante foi ladeira abaixo, risada atrás de risada.

Acho que a construção da história e o roteiro prejudicou muito o resultado, o que deixou o filme involuntariamente engraçado. As cenas com Lauren cuidando do Boneco me fizeram rir alto, chega a ser ridículo. 

Na realidade, cheguei à conclusão que é um filme trash que se leva a sério demais na tentativa de alcançar os últimos filmes lançados, porém não passa de um suspense fraco com uma reviravolta ridícula. Ao final do longa não é oferecida nenhuma explicação, nenhuma consequência para todo o ocorrido além de ser bem soft.

Vale a pena ver se você é fã de The Walking Dead e Maggie, só. Vale ver se quiser dar umas boas risadas também.

Nota:


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Os Últimos Guardiões




Rhea é uma adolescente um tanto peculiar aos olhos de seus colegas de High School. Sempre preocupada com a natureza, meio ambiente e sua família, é motivo de chacota entre outros adolescentes, exceto um, que a vê de forma especial. Quando este jovem decide declarar seu amor, Rhea se vê em um caminho de descobertas sobre si e sua família, que guarda um segredo muito especial. 


O filme de 2013 é dirigido por Maggie Greenwald e estrelado por Zosia Mamet, Virginia Madsen, Aidan Quinn, Olympia Dukakis.


Não se trata de grande produção nem de roteiro espetacular, porém tem seu charme.

De cara já é apresentado um filme no ritmo de Sessão da Tarde, com uma paleta de cores bem tranquila de uma tarde de outono. Não há grandes desenvolvimentos de personagens, grandes acontecimentos, é tudo bem raso, porém, é justamente essa a graça do filme, que não se preocupa muito em dar explicações nem dar nomes às coisas. De cara já percebemos que a família de Rhea tem um estilo pagão, mas a nada é dado nome nem rótulo, isso não importa para a história. Divertido mesmo é acompanhar a protagonista nessa breve jornada entre se apaixonar e se descobrir.

O desenvolvimento da história é bem simples, às vezes simples demais. Não há tramas ou reviravoltas e algumas situações não são resolvidas ao final do filme, no entanto, é um filme leve que deve ser assistido por quem curte paganismo, que é mostrado de forma suave e sem os grandes efeitos pirotécnicos de Hollywood.

Bônus: Daniel Grayson faz uma pequena participação.

Nota: 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Divertida Mente (Inside Out)



Divertida Mente (Inside Out) é um filme de animação comédia-drama estadunidense de 2015 produzido pela Pixar Animation Studios e lançado pela Walt Disney Pictures. O filme alcançou o posto de décima animação de maior bilheteria de todos os tempos, e o 44.º filme de maior bilheteria de todos os tempos, além de ser vencedor do Óscar 2016 na categoria de Melhor Filme de animação.

Sinopse


Quando uma garota chamada Riley nasce, dentro de sua mente, nascem com ela cinco emoções  - Alegria, Tristeza, Repulsa, Medo e Raiva. As emoções influenciam nas ações e nas memórias de Riley através de um painel de controle. A Alegria atua como a emoção dominante que mantém Riley em um estado feliz, mas ela e os outros não entendem o propósito da Tristeza.

Quando Riley completa 11 anos de idade, sua família se muda para São Francisco  e com isso a Tristeza começa a tocar nas memórias felizes, fazendo com que elas fiquem tristes. No primeiro dia de Riley em sua nova escola, Tristeza acidentalmente faz Riley chorar na frente de sua classe, criando uma memória base triste. Ao tentar consertar isso, Alegria  briga com  Tristeza, e ambas, com as memórias da central, são sugadas para fora da Sede, desestabilizando a garotinha e mexendo em vários pontos de sua personalidade.




O que achei

Não pouparei palavras para descrever como o filme me emocionou além de me fazer rir. Mas principalmente emocionou. 

Do o início  ao fim o filme se preocupa em trazer um pano de fundo para as emoções da Riley e a função de cada emoção e como isso a afeta. Basicamente é um filme de psicologia para crianças.

Como na nossa vida, a Alegria está sempre em busca de supremacia, enquanto a Tristeza é sempre ignorada e evitada ao máximo. Ocorre que nem sempre ela é a emoção predominante, como podemos ver no filme, há uma variedade de combinações em que as emoções atuam no nosso centro de controle. O filme mostra isso de maneira bastante simples e divertida, além de se preocupar em nos mostrar a importância e a função de cada uma delas na formação de nossa personalidade e caráter.

É nisso que o filme acerta. Em nos mostrar as emoções de forma humanizada e cada qual seu papel nas decisões que tomamos, Divertida Mente dá uma aula de aceitação e  importância de cada uma das emoções na complexidade  de sentimentos que sentimos ao longo de nossas vidas. Ser feliz é um objetivo e todo mundo gostaria de ser feliz sempre, mas também precisamos valorizar como a atuação de cada emoção é importante. O Medo nos protege do perigo, a Raiva nos dá energia para lutar pelo que queremos, o Nojo nos afasta de algo que pode nos fazer mal (primitivo), já a Alegria tem um papel importante na criação de memórias e a Tristeza...Bom só assistindo o filme.

Filme aprovado do começo ao fim. Sem mais, só assistindo.

PS: Não percam as cenas pós créditos, são um barato.

Nota: 










domingo, 12 de junho de 2016

TRUQUE DE MESTRE 2 - O Segundo Ato - ver ou não ver



Assisti hoje ao filme Truque de Mestre 2 - Segunto Ato e digo logo de cara: não me impressionou.

Aproximadamente um ano após os eventos do primeiro filme, os Quatro Cavaleiros se reúnem para mais uma grande façanha.

O primeiro filme foi uma novidade gostosa já que adoro truques de ilusionismo e gostei da forma como fizeram uma espécie de Onze Homens e Um Segredo com ilusionistas.

Ocorre que, como muitos bons filmes, decidiram fazer uma continuação pela simples vontade de fazer dinheiro fácil confiando no sucesso do primeiro, e eis que temos esse produto...Um filme recheado de clichês e reviravoltas à todo instante, que confia demais em truques grandiosos de ilusionismo e se esquece de contar uma história original.

Vemos o retorno de quase todos os personagens do filme anterior, porém sem a personagem de Isla Fischer, Henley Reeves, o que de cara já me incomodou na forma como explicaram a saída desta e como simplesmente a substituíram por Lizzy Caplan para cumprir uma cota para o público feminino. Adoro a Lizzy e gostei da personagem, mas ficou muito claro que ela estava ali para tapar buraco, poderiam ter trabalhado melhor. Custava uma história melhor para a personagem Henley ter saído do que simplesmente deixar implícito que o relacionamento dela com Atlas não estava legal e ela quis sair do Olho, simples assim? Foi podre e poderiam ter usado melhor a Lula.

E o que aconteceu com a investigadora loira namoradinha do Dylan? Ela é ilusionista também e usou o truque de desaparecer? 

O excesso de reviravoltas e coincidências prejudica demais e vemos que não houve esforço algum no quesito criatividade. Não é porque a história é de mágico que os personagens podem brotar da terra em momentos propícios e convenientes. Além disso, o excesso de grandiosidade de alguns truques em certos momentos traiu a sutileza e a discrição dos mágicos numa tentativa de deixar a coisa mais espetacular do que já é. Sim gente, eu adoro ilusionismo e não precisa de muito para me deixar feliz, um truque com baralho já me conquista.

O excesso do filme me fez chegar a um ponto que realmente achei que um "certo personagem" do início iria aparecer e fazer Taraaaaaaa, pegadinha do malandro nesses anos todos!!! E é nisso que o filme peca, uma vez que como já assistimos o primeiro, já esperamos as reviravoltas e inclusive, já sacamos o truque antes do longa explicar, o que perde toda a magia da coisa.

É certo que deixando de lado esses problemas, uns grandes e outros pequenos, o espectador pode dar umas boas risadas e se divertir com algumas cenas de ação. 

Para quem gostou do primeiro filme e gosta da temática, é legal de assistir se não der atenção para o enredo, que é basicamente cópia de quase todos os filmes de assalto etc. Assista sem esperar muito e se divirta com os truques.




Nota: 


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Festa no Céu (The Book of Life)





Festa no Céu é uma animação de 2014 escrita e dirigida por Jorge R. Gutierrez. embora tenha sido lançado em 2014, só assisti ontem no Telecine. Me arrependi de não ter ido ao cinema apoiar o filme, já que a qualidade é incrível, mas acredito que à época meu preconceito foi maior por conta da temática o que me arrepende muitíssimo.

Em um Museu, uma guia turística conta à algumas crianças um conto ocorrido na cidade de San Angel. O enredo gira em torno de uma aposta entre La Muerte: Rainha do Mundo dos Lembrados e Xibalba: Rei do Mundo dos Esquecidos, no Dia dos Mortos, na qual ambos apostam cada um em um jovem qual irá se casar com a jovem Maria. O filme tem como foco também a vida de Manolo, um dos garotos, e seu dilema entre cumprir as expectativas da sua família ou seguir seu coração. 

Segue aqui o trailer:



É uma animação com uma história simples, original e muito bem contada. 

Sendo um conto dentro de outro conto, a diferenciação pode ser notada pela diferença do visual no enredo de Manolo, os quais são similares a bonecos e tudo é colorido. 

O filme é também uma homenagem ao Dia dos Mortos, celebração de origem indígena no México. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto e era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento. É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos. É muito interessante que o filme tem a preocupação de trazer essas informações para um público não tão familiarizado com esses costumes.

Embora a temática seja morte, o filme não é nem um pouco sombrio, aliás, a temática é festa, portanto tudo é muito colorido e feliz. É interessante como se mostra para um público mais jovem outro significado de morte que não é só tristeza.

O filme é muito bom, recomendo para a família toda.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Como fiz as pazes com o final de How I Met Your Mother



Agora já fazem dois anos e alguns meses que veio à tona o tão controverso final de How I Met your Mother. Como muitos, à época também entrei em estado de choque com o final e por muito tempo me senti traída pela série.

Após assistir ao final uma dúzia de vezes e ler todos os comentários possíveis na internet, cheguei a conclusão de que não poderia haver outro final caso os criadores realmente quisessem se manter fiéis à essência da história e hoje, após muito pensar, me descobri fazendo as pazes com o final e vou apresentar meus argumentos.:

O mais óbvio:

A série nunca foi sobre a Mãe, mas sobre fatos da vida e a transição da juventude para a vida adulta. Era Ted passando toda a sua experiência aos seus filhos.

O menos óbvio, mas ainda muito óbvio:

A série sempre destacou Robin como o grande amor da vida de Ted que não se concretizou, mas sempre deixou claro que ela não era a Mãe.

E é isso que precisamos aceitar. A vida é muito mais complexa e imprevisível que um roteiro de Friends. O amor de Ted por Robin não invalida o amor de Ted por Tracy, até mesmo porque o amor de Tracy por Max não invalida o amor de Tracy por Ted. Tudo se resume ao Timing.



Ao final da nona temporada, ambos tiveram que abrir mão de seus amores para seguir em frente e formalizar seus sonhos com outras pessoas e isso é muito justo! Max morreu e Robin escolheu outra pessoa e, principalmente, sua carreira, que sempre foi seu grande sonho.

No final, Tracy e Max se reencontram, assim como Ted e Robin, e nada além disso poderia ser mais fiel ao que a série prega, o timing. Ted queria uma família, Robin queria sua carreira, se ambos tivessem ficado juntos quando jovens, seria exatamente como Lilly preveu na cena da Varanda, ambos velhinhos, juntos, mas ressentidos por não terem realizado seus sonhos. 

Após pensar muito, vi que Ted evoluiu e muito! Assim como Robin. O Ted mais velho já realizou seus sonhos, agora ele só quer uma companheira, sem aquela expectativa sufocante de ela ser The ONE. O mesmo para Robin, que realizou seus sonhos e hoje, possivelmente, está preparada para ser companheira de alguém. 

A série não era sobre como Ted conheceu  sua alma gêmea Tracy, e sim uma homenagem a Robin e tudo o que ele teve que passar para digerir tudo e finalmente seguir em frente após a morte de sua companheira. Da mesma forma que tive que assistir ao final uma dúzia de vezes pra digerí-lo, Ted também o fez para poder se reencontrar com um grande amor. E não há nada errado nisso, não há nada errado tentar ser feliz. A história em si não é para seus filhos, mas para si mesmo.

How I Met Your Mother deveria ser: como explicar para seus filhos que você teve vida antes deles ou, como digerir toda a sua história e começar uma nova.

A série não traiu ninguém, aliás foi muito fiel. A série nunca foi somente comédia, havia muito drama também, aliás, alguns episódios dramáticos eram muito melhores que episódios engraçados. 

Assim como a vida é, o pai de Marshall morre, Max, o amor da vida de Tracy, morre, pessoas se casam acreditando que ficarão juntos até ficarem bem velhinhos e se divorciam em três anos, sua alma gêmea também morre e aquele namorado (a) que era seu sonho de consumo só não é a pessoa certa para você naquele momento.

O problema é que não admitimos um tapa na cara dado pela realidade na televisão, local de ficção e finais felizes.

É certo que o final foi um tanto apressado e talvez  mal construído. Mas acredito que tentaram passar justamente a ideia de que a vida passa rápido e o que fica são as lições aprendidas. E o mais importante, se Ted não tivesse conhecido e se apaixonado por Robin, ele talvez nunca teria conhecido Tracy.



Ainda há muitos os que discutem o discurso que Robin dá à Lilly na despedida do apartamento. Robin foi cretina, mas ela falou alguma mentira? Tudo o que ela falou foi real, porém dito de uma forma mais ressentida. Em busca de realizar seus sonhos, Robin abriu mão de muita coisa, em especial tempo com seus amigos, e acabou vendo que em determinado momento estes se distanciaram e quase se tornaram estranhos para ela. Quem nunca passou por isso?

Acredito que o que prejudicou o final da série tenha sido justamente suas longas temporadas. Se Robin não tivesse se apaixonado por Barney e a química do casal não fosse tão boa, e ela não tivesse dado o fora em Ted tantas vezes, talvez não tivéssemos nos sentido tão traídos assim, mas vale lembrar que era para ter sido uma série de poucas temporadas.

Além disso, o episódio falhou ao ter medo de acrescentar Tracy na história. A personagem foi desperdiçada e coadjuvante em um momento que poderia ser seu, mesmo morrendo ao final, o traria maior comprometimento com a própria premissa da série. Faltou coragem aos criadores de fazer com que o espectador participasse e gostasse de Tracy e depois a visse partir, dando razão à narrativa. 

É certo que em um final melhorado idealizado por mim, Tracy teria morrido mais tarde e a história seria uma despedida. Deletaria a parte da Robin e daria mais tempo de tela para a Mãe.

O final alternativo apaziguou alguns ânimos, mas perdeu o propósito da história, até porque reduziu a história de Ted e Tracy e ainda não deu uma razão para uma narrativa tão completa e longa. E após muito pensar, aceitei qual era a premissa da série e o que ela queria passar.



Ted e Tracy foram felizes juntos e agora é hora de Ted ser feliz de novo. E foi esse pensamento que me fez assistir o final novamente e aceitar que a vida também é assim. Também podemos ser Ted e Robin, e só porque fizemos outras escolhas não significa que nunca poderemos ser felizes juntos?


A grande lição de HIMYM para seus espectadores é justamente que podemos ter vários amores, aliás, podemos ter um grande amor que não se consolidou por falta de maturidade, por falta de timing e que talvez, possa te fazer muito feliz um dia após muitas lições aprendidas e muita maturidade adquirida. A grande lição é que podemos ser felizes com o que temos e que devemos buscar essa felicidade.

PS: algo que não aceito nem nunca aceitarei é a reação alegre dos filhos ingratos logo após Ted lembrar da mãe morta deles. Tudo bem, eles tiveram 6 anos para aceitar isso, nós tivemos 2 segundos. E outra, mesmo que tenham se passado anos, a reação foi desproporcional, eles deveriam ter pelo menos deixado passar uns segundos de nostalgia para depois tocar no nome de Robin com tanta alegria. Nisso pecaram e feio, mesmo que o final tenha sido gravado logo na segunda temporada, se iam matar a mãe, poderia ter equilibrado melhor. Por isso nunca perdoarei Penny e Luke por serem dois ingratos desnaturados.


E as perucas...não perdoo isso também.




sexta-feira, 3 de junho de 2016

Flash - 2ª Temporada





Após assistir a segunda temporada de Flash não posso deixar de comentar uma de minhas séries preferidas.

Acredito que a DC acertou na mão adicionando o multiverso e viagem no tempo a seus telespectadores. Isso expandiu as possibilidade de histórias e personagens, além de ter agradado em muito meu lado nerd que curte histórias de super heróis engraçadas e emocionantes.

A primeira temporada de Flash foi fantástica. Me prendeu do começo ao fim e o episódio final foi muito emocionante.

A segunda temporada começou bem, ficou um pouco arrastada no meio, demorou bastante para descobrirmos quem era Zoom, mas devo dizer que terminou de forma surpreendente e bastante satisfatória. A forma como estão entrelaçando os universos  e as escolhas de Barry se mostrou determinante nos últimos minutos do episódio deixando um grande Cliffhanger para a terceira temporada.

Fiquei muito satisfeita na evolução de Cisco, este era um personagem que não me agradava muito no início, porém acredito que acertaram a mão nessa segunda temporada, oferecendo um alívio cômico não tão forçado. Fiquei feliz com a introdução de um possível  sidekick, Wally West e a possibilidade de ver outros Flash.

Embora a segunda temporada tenha sido um pouco menos interessante que a primeira, devo dizer que ainda foi muito boa, ocorre que a primeira foi excelente, o que deixou minhas expectativas altíssimas para essa segunda.

Após os eventos do último episódio, devo dizer que a expectativa para a terceira temporada vai me consumir. Diferente do final da primeira, a finale da segunda temporada abriu espaço para grandes mudanças na série para todos os personagens. Acredito que trarão novidades para a próxima temporada e mal posso esperar.

Indico a série para todos que gostam do tema.

No Brasil a série é transmitida pelo canal Warner Channel às quintas-ferias, 22h30. Não percam, o último episódio desta temporada, The Race Of His Life, que irá ao ar no dia 09/06.

Nota:



quinta-feira, 2 de junho de 2016

X-Men: Apocalipse



Assisti assim que estreou mas só consegui escrever hoje.

Digo logo que gostei do filme com algumas ressalvas. Na minha opinião (leiga), o filme deu muito foco em personagens que já não tinham tanta história para contar e acabou subaproveitando outros personagens bacanas.

Devo dizer que a cena inicial com o Apocalipse é fantástica. Não tiveram medo de aproveitar os efeitos e a cena pode te deixar chocado, não tinha visto mortes assim nos filmes dos X Men.

Quanto a apresentação de novos personagens, foi o quesito que mais deixou a desejar a meu ver. Psylocke entra muda e sai calada, os jovens mutantes introduzidos mal têm o desenvolvimento de seus personagens, já que a franquia insiste em focar no trio Mística, Xavier e Magneto. A atriz Sophie Turner, que interpreta Sansa na série Game of Thrones, a meu ver ainda deixa a desejar como Jean Grey e apresentou uma atuação por demasiado fraca. 

Cheguei nesse terceiro filme e o que acabou confirmado é que o aproveitamento de Mística se dá pura e simplesmente para aproveitar a fan base de Jennifer Lawrence. Não há evolução na personagem e, com alguns ajustes, poderia ter sido retirada do filme sem qualquer consequência.

Outra coisa que cansou também é o vai, vem, volta de Magneto e Xavier. A todo momento o vilão que não é vilão busca um sentido, perde e depois recupera rapidamente.

Achei bem bacana ter sido colocada a questão de Apocalipse e os falsos deuses, mas acredito que poderiam ter focado mais na questão do culto a ele e qual papel cada cavaleiro têm.

Ponto para os jovens mutantes que quebram um pouco a seriedade do relacionamento entre os mutantes mais velhos e concedem algumas cenas bem divertidas. A cena da mansão com Mercúrio é muito bacana e reaproveita aquele momento cômico em slowmotion já utilizado no filme anterior.


Sim, tem participação do Wolverine e tem cena nos créditos finais.

No geral foi um filme bom, alguns ajustes poderiam ter deixado melhor, faltou desenvolvimento dos personagens.



Nota: 




segunda-feira, 30 de maio de 2016

Quarto (Room) - Emma Donoghue

Título: Quarto
Título Original: Room
Páginas: 350
Autor(a): Emma Donoghue
Editora: Verus
Gênero: Drama
Ano de Publicação: 2011


Essa semana terminei de ler o livro "Quarto" de Emma Donoghue e logo em seguida emendei no filme adaptado "O Quarto de Jack". Aproveitando que ainda está fresco, decidi fazer alguns comentários sobre os dois. Fizemos uns comentários sobre ele no canal também para quem quiser conferir.




ANTES DE MAIS NADA, JÁ AVISO QUE O IMPACTO DO LIVRO E DO FILME SÃO MAIORES SE VOCÊ NÃO SOUBER NADA DO ENREDO, NEM TRAILER, QUE ALIÁS ENTREGA TUDO. O PRÓXIMO COMENTÁRIO TEM SPOILER POIS É MUITO COMPLICADO COMENTAR A HISTÓRIA SEM ENTREGAR O QUE É DE MAIS TOCANTE.

Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, lêem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

O livro é narrado do ponto de vista de Jack, um garoto que nasceu e viveu por cinco anos em um Quarto (diga-se seu mundo) junto à Mãe com direito apenas a uma televisão. Aos domingos ele e sua mãe recebiam presentes que possibilitavam sua sobrevivência no Quarto e de noite Jack dormia no Guarda-Roupa e apenas ouvia a voz do Velho Nick (que trazia os presentes de domingo).




Com o passar do tempo, o garoto passa a ter mais curiosidade  e a Mãe revela que existe um mundo além daquelas paredes.

Vou evitar dar muitos detalhes da história, porém digo logo que não se trata de simplesmente apreciar o enredo, mas a forma como Jack descobre o mundo novo e suas regras.

A história faz um paralelo perfeito com o Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão. Por meio desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível (conhecido através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão), e é essa a premissa da narração.

O mito fala sobre prisioneiros que desde o nascimento vivem presos em uma caverna e passam o tempo olhando para a parede que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nessa parede são projetadas sombras representando pessoas, animais, e objetos.  Um belo dia, um dos prisioneiros consegue sair da caverna para poder explorar, entra em contato com a realidade e percebe que passou a vida toda observando e analisando apenas imagens projetadas, as sombras. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real fica encantado com o que vê e retorna à caverna para passar todo conhecimento adquirido para seus colegas ainda presos. Ocorre que seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna, o chamam de louco e o matam.

Um pouco disso é o que ocorre com Jack, quando este descobre que a televisão é apenas uma representação do Lá Fora, o que ele vê são as sombras. É aí que temos o vislumbre do que o homem que saiu da caverna viu e sentiu.

Li o livro em poucos dias e achei a leitura dinâmica. A narrativa é dividida em duas partes: dentro da Caverna e no Lá Fora.


Assim que terminei de ler a última página corri logo para ver o filme. Achei a primeira parte do longa bem fiel ao livro, já a segunda acredito que deixou um pouco a desejar. Gostaria que tivessem focado mais na adaptação de Jack ao novo mundo e a outras pessoas, achei que pecaram nesse aspecto e a adaptação do menino é rápida e não tão expressiva como no livro, perde seu impacto. Pecaram em não aproveitar a readaptação da Mãe e a adaptação de Jack. Todavia, devo dizer que a atuação de Brie Larson e Jacob Tremblay como Mãe e Jack respectivamente é impressionante, inclusive a atriz ganhou um Oscar por sua atuação.

No geral achei os dois muito bons, o livro é ótimo e o filme é muito bom, Na minha opinião, a fase dentro do Quarto ainda é dotada de muito otimismo e chega a ser mais leve do que poderíamos imaginar de alguém nessa situação de cativeiro e a solução para saírem de lá chega a ser um pouco ingênua, mas é super válido pois o foco não é o escape e sim a libertação da caverna e o conhecimento do Lá Fora e como você participa desse novo mundo com Jack.

Ao final, não é apenas Jack que ganha um mundo novo, o leitor também.


Nota livro: 




Nota do filme: 



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