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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Quarto (Room) - Emma Donoghue

Título: Quarto
Título Original: Room
Páginas: 350
Autor(a): Emma Donoghue
Editora: Verus
Gênero: Drama
Ano de Publicação: 2011


Essa semana terminei de ler o livro "Quarto" de Emma Donoghue e logo em seguida emendei no filme adaptado "O Quarto de Jack". Aproveitando que ainda está fresco, decidi fazer alguns comentários sobre os dois. Fizemos uns comentários sobre ele no canal também para quem quiser conferir.




ANTES DE MAIS NADA, JÁ AVISO QUE O IMPACTO DO LIVRO E DO FILME SÃO MAIORES SE VOCÊ NÃO SOUBER NADA DO ENREDO, NEM TRAILER, QUE ALIÁS ENTREGA TUDO. O PRÓXIMO COMENTÁRIO TEM SPOILER POIS É MUITO COMPLICADO COMENTAR A HISTÓRIA SEM ENTREGAR O QUE É DE MAIS TOCANTE.

Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, lêem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

O livro é narrado do ponto de vista de Jack, um garoto que nasceu e viveu por cinco anos em um Quarto (diga-se seu mundo) junto à Mãe com direito apenas a uma televisão. Aos domingos ele e sua mãe recebiam presentes que possibilitavam sua sobrevivência no Quarto e de noite Jack dormia no Guarda-Roupa e apenas ouvia a voz do Velho Nick (que trazia os presentes de domingo).




Com o passar do tempo, o garoto passa a ter mais curiosidade  e a Mãe revela que existe um mundo além daquelas paredes.

Vou evitar dar muitos detalhes da história, porém digo logo que não se trata de simplesmente apreciar o enredo, mas a forma como Jack descobre o mundo novo e suas regras.

A história faz um paralelo perfeito com o Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão. Por meio desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível (conhecido através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão), e é essa a premissa da narração.

O mito fala sobre prisioneiros que desde o nascimento vivem presos em uma caverna e passam o tempo olhando para a parede que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nessa parede são projetadas sombras representando pessoas, animais, e objetos.  Um belo dia, um dos prisioneiros consegue sair da caverna para poder explorar, entra em contato com a realidade e percebe que passou a vida toda observando e analisando apenas imagens projetadas, as sombras. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real fica encantado com o que vê e retorna à caverna para passar todo conhecimento adquirido para seus colegas ainda presos. Ocorre que seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna, o chamam de louco e o matam.

Um pouco disso é o que ocorre com Jack, quando este descobre que a televisão é apenas uma representação do Lá Fora, o que ele vê são as sombras. É aí que temos o vislumbre do que o homem que saiu da caverna viu e sentiu.

Li o livro em poucos dias e achei a leitura dinâmica. A narrativa é dividida em duas partes: dentro da Caverna e no Lá Fora.


Assim que terminei de ler a última página corri logo para ver o filme. Achei a primeira parte do longa bem fiel ao livro, já a segunda acredito que deixou um pouco a desejar. Gostaria que tivessem focado mais na adaptação de Jack ao novo mundo e a outras pessoas, achei que pecaram nesse aspecto e a adaptação do menino é rápida e não tão expressiva como no livro, perde seu impacto. Pecaram em não aproveitar a readaptação da Mãe e a adaptação de Jack. Todavia, devo dizer que a atuação de Brie Larson e Jacob Tremblay como Mãe e Jack respectivamente é impressionante, inclusive a atriz ganhou um Oscar por sua atuação.

No geral achei os dois muito bons, o livro é ótimo e o filme é muito bom, Na minha opinião, a fase dentro do Quarto ainda é dotada de muito otimismo e chega a ser mais leve do que poderíamos imaginar de alguém nessa situação de cativeiro e a solução para saírem de lá chega a ser um pouco ingênua, mas é super válido pois o foco não é o escape e sim a libertação da caverna e o conhecimento do Lá Fora e como você participa desse novo mundo com Jack.

Ao final, não é apenas Jack que ganha um mundo novo, o leitor também.


Nota livro: 




Nota do filme: 



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