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terça-feira, 27 de julho de 2021

Jogos Vorazes | O Final

 Embora seja fã dos livros e da franquia de Jogos Vorazes, só assisti o último filme hoje (os livros li em uma maratona de 1 semana alguns anos atrás).


Não posso deixar de comparar ambos e tecer alguns comentários.

No geral achei os filmes bem fiéis aos livros, às vezes fiéis demais, mas para quem amou a leitura foi o suficiente. Achei que houveram alguns desperdícios ao longo, mas nada que fizesse a experiência ser ruim, aliás achei todos muito bons.

Minha principal observação é que faltou demonstrar foco nos traumas de Katniss e os outros vencedores. Como foi bem colocado, ninguém ganha os Jogos Vorazes. Nos livros isso restou muito claro nos diálogos com Haymitch, Johanna, Finnick e Annie, todos saem com algum trauma e todos continuam sendo perseguidos após os jogos. Todos os traumas são demonstrados de alguma forma: Haymitch bebe, Johanna se droga, Annie é perturbada, Katniss e Peeta têm pesadelos.

É importante salientar que a narrativa do livro é em 1ª pessoa, dessa forma podemos saber os sentimentos da personagem principal e acompanhá-la na sua constante luta pela sobrevivência. Fica claro para o leitor que mesmo após o final dos Jogos e da Guerra, Katniss vive em uma luta constante pela sobrevivência. O estresse pós traumático que ela vive passa a ser tratado após o retorno de Peeta ao Distrito 12, é ele quem ela não vive sem pois é ele quem a empurra de volta para a vida e a convence de ter filhos. Isso não ficou muito claro no filme, o que deu impressão que ela superou o trauma teve filhos e viveu feliz para sempre.

Para Katniss não há final feliz, mesmo que ela tenha filhos com Peeta. A última passagem do livro deixa claro que após tanto trauma, a personagem ainda sente dificuldade de acreditar em futuros melhores, deixa claro que os Jogos serão uma cicatriz em sua vida que provavelmente nunca irá curar. Peeta é quem faz ela seguir em frente, que a convence a ter filhos. O filme peca em demonstrar a profundidade da tristeza e depressão da personagem principal após a morte da irmã, que foi justamente o elemento que catapultou Kat dentro dos Jogos, consequentemente pecou em mostrar como ela começa a se recuperar.

Embora o último livro tenha sido dividido em dois filmes, senti que faltou um desenvolvimento maior do relacionamento entre os personagens, em especial entre Finnick e Katniss e Johanna e Katniss. A primeira dupla se aproxima muito enquanto esperam seus respectivos interesses amorosos serem resgatados da Capital, e principalmente, se ajudam para apaziguar a crescente ansiedade, isso fez muita falta para o desfecho de Finnick no último filme, a morte foi sentida, mas teria sido mais se houvesse essa conexão e maior profundidade ao personagem.

Quanto a Johanna e Katniss, podemos ver a dupla se conectando nos livros durante treinamento de combate, que é quando podemos conhecer um pouco mais da vencedora do Distrito 7 e o porquê dela ser tão dura e viciada em morfina, as duas passam a ter um relacionamento de irmã mais velha que torra a paciência da mais nova e assim vai.

O livro me fez chorar como bebê, primeiro com a morte de Finnick, depois Primm, mas principalmente com a lembrança final dos dois (Annie com o filhinho recém nascido e o diálogo de Katniss com o gato). Na minha opinião, o filme pecou em não demonstrar a sensação de perda de Kat e como uma pessoa nessas circunstâncias age, acabou não emocionando tanto. Foi mais soft que o restante da série, dando a impressão de final feliz.

No geral foi um bom filme, deu um encerramento satisfatório para a franquia.

Nota: 4

segunda-feira, 11 de julho de 2016

QUE FALTA VOCÊ ME FAZ :: LER OU NÃO




SINOPSE: Dezoito anos se passaram desde que a detetive Kat Donovan sofreu as maiores perdas de sua vida: a morte do pai e o fim do relacionamento com o noivo. Foram dois acontecimentos muito bruscos que ela ainda não conseguiu superar totalmente, mas, no dia a dia, prefere não pensar muito nisso. Contudo, de uma só vez, essas duas feridas voltam a se abrir. Ao saber que o assassino de seu pai será executado, Kat resolve ter uma conversa com ele para esclarecer o caso. Mas o homem nega a autoria, dizendo que foi obrigado a confessar o crime, e ela acaba ficando com mais dúvidas. Ao mesmo tempo, a detetive é procurada por um garoto que acredita que a mãe está desaparecida. Sem entender por que o adolescente insiste que ela, e não um outro policial, investigue o caso, Kat descobre que o sumiço está relacionado a seu ex-noivo e a um site de relacionamentos. Lidando com dois casos simultâneos, ela decide seguir em frente com as investigações, mesmo que todos ao seu redor tentem dissuadi-la disso. Determinada, Kat trabalha segundo suas emoções, e a intuição lhe diz que ela não deve desistir.



Mais um livro de pessoas desaparecidas de Harlan Coben. Porém, dessa vez, a protagonista é uma investigadora de Nova York que está em busca de respostas sobre seu passado e uma pessoa que amou, quando cruza o caminho de um jovem hacker que suspeita do sumiço de sua mãe que viajaria com um namorado da internet.

Como os personagens de Coben, Kat não foi criada para ser mocinha ou para ser agradável, ela é o que é, bebe, é grossa, tem poucos amigos e pronto.

O livro de 368 páginas possui muitos diálogos, boa descrição de cenas de ação e trabalha na montagem do quebra cabeça com narrações distintas que culminam na ápice da ação e no dinamismo da narrativa. A história conta com três mistérios que a princípio parecem ser distintos mas que carregam linhas tênues de conexão.

O livro é muito bom para leitores que gostam de temas investigativos.





terça-feira, 10 de maio de 2016

Seis anos depois - Harlan Coben



Título: Seis Anos Depois
Título Original: Six Years 
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2014
Gênero: suspense/policial


Sinopse: Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento, ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la. Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa... durante seis anos. Ao ver o obituário de Todd, Jake não resiste e resolve se reaproximar de Natalie. No enterro, em vez de sua amada, encontra uma viúva diferente e logo descobre que o casamento de Natalie e Todd não passou de uma farsa. Agora ele está decidido a ir atrás dela, esteja onde estiver, mas não imagina os perigos que envolvem procurar uma pessoa que não quer ser encontrada. Em Seis Anos Depois, Harlan Coben usa todo o seu talento para criar uma trama sensacional sobre um amor perdido e os segredos que ele esconde.

Impressão do livro
O personagem Jake Fisher é um professor universitário dedicado e reservado que possui poucos amigos e prefere manter distância de seus alunos. Embora seja um personagem sarcástico, a forma como foi construído tornou muito fácil gostar dele e torcer para que desvendasse o mistério em torno de seu grande amor, Natalie.

O livro é recheado de mistérios e peças de quebra cabeça além de muita ação. A leitura é fácil e dinâmica, prende até a última página. A narrativa em primeira pessoa flui bem e a história romântica de Natalie com Jake é diluída na narrativa, de forma que o foco seja a ação e investigação,  não o romance em si.

O livro é excelente, li em três dias. 

Nota:




The Hills | Spencer Pratt revela tudo

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