quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Review | The Man in The High Castle 4 temporada

  

Disponível na Prime Video, serviço de streaming da Amazon, The Man in The High Castle é uma das séries mais injustiçadas dos últimos anos.

Trata-se de uma pérola narrativa que não chegou ao grande público e que chega ao fim na quarta temporada.

A série acompanha a história de Juliana Crane, uma moça que vive nos Estados Unidos de uma realidade alternativa a nossa onde a Alemanha e o Japão venceram a segunda guerra mundial, e agora dominam os EUA, e que de repente se vê envolvida com um grupo de resistência.

Passadas três temporadas entre altos e baixos, a série se encerra no momento certo com algumas pontas soltas, alguns personagens fazendo falta (Ed, o que aconteceu com você?) e um show de atuações.

Embora Juliana Crane (Alexa Davalos) seja a protagonista, essa última temporada teve como foco os dois lados antagônicos do totalitarismo: John Smith (Rufus Swell) e Inspetor Kido (Joel de la Fuente), o filho favorito dos roteiristas e do recurso deus ex Machina.

A ideia de termos mundos paralelos não serve apenas como um recurso sci-fi, mas serve como ponto de partida para um exercício ético psicológico sobre escolhas e determinismo, em especial para o núcleo de John. O recurso fora usado na medida certa, evitando o ar fantasioso, embora a oportunidade narrativa entre Juliana, Thomas e John tenha sido desperdiçada.

Os dois primeiros episódios acabaram arrastados e não souberam aproveitar a abertura do portal na temporada anterior. O núcleo de Juliana acabou ficando perdido e mais alongado do que deveria, cabendo ao restante da série dar passos que poderiam ocorrer ainda que não houvesse um universo paralelo.

O foco da história ficou por conta dos antagonistas em uma luta interna por poder e sobrevivência, ao mesmo tempo que estão questionando suas decisões e a que ponto chegaram. Nesse sentido a escolha foi acertada em dar mais foco a esses personagens, que foram capazes de apresentar uma série de camadas e soube explorar bem a extensão da atuação de Sewell e de la Fuente.

Alexa Davalos acaba ficando esquecida e sua trama parece paralela a história como um todo, aliás, se houvessem alguns ajustes de roteiro sua presença não seria tão necessária assim.

A presença de um grupo de resistência diferente do que já foi apresentado nas temporadas anteriores justificou algumas coisas, mas pareceu inserido tardiamente como uma forma de lembrar a existência de um grupo negligenciado anteriormente. Palmas pelo protagonismo, porém este chegou tardiamente.

O final deixou um gosto agridoce e algumas pontas soltas, e por isso deixei comentários em vídeo com spoilers, confira.



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