quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

O MESTRE | ANÁLISE DE FILME

 


Por que pessoas se tornam membros de uma seita?

Não sei se foi esta a pergunta que Paul Thomas Anderson fez ao escrever o roteiro do longa, mas foi isso que captei.

Nele temos um protagonista (Joaquim Phoenix, que foi criado em uma seita) marcado pela guerra e pelo abandono, que na busca por pertencimento acaba encontrando seu Mestre (Philip Seymour Hoffman). 

Sem entender exatamente o que seu mestre prega, ou se importando realmente em entender, Freddie se envolve com a ideia de fazer parte de algo. Contudo, seu espírito, quebrado pela Segunda Guerra Mundial, se mostra instável e indomável, o que gera um conflito entre ele e os membros da seita.

Hoffman, por sua vez, dá vida ao líder carismático, controlado (pelo menos superficialmente), sedutor e vaidoso. A única coisa que ele quer de Freddie é obediência e em troca, oferece superficialmente uma posição dentro de sua família. 

Ele quer domar Freddie, ao mesmo tempo aprecia a devoção violenta dele. Opostos, tanto no caos e controle quanto na atuação. 

Não é exatamente sobre a estrutura de uma seita ou sobre o método aplicado por Dodd, inspirado em Ron Hubbard líder da Scientology, mas o processo de sedução envolvido nesta dinâmica.


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