segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Sex and The City tem problemas, mas é ótima. Ponto


Sex and the City fez história.

A série da HBO sobre quatro mulheres na casa dos trinta anos no escasso cenário de relacionamentos amorosos em Nova Iorque fez um baita sucesso no final dos anos 90 e início dos anos 2000, e ganhou dois longas para o cinema.

Agora com o revival para o HBO Max, nada mais justo do que navegar por essas histórias novamente.

A série de Darren Star segue Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) e as amigas Samantha (Kim Cattrall), Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) explorando os altos e baixos do mundo dos solteiros em Nova Iorque.

Ela é baseada no livro homônimo de Candace Bushnell e foi originalmente transmitida pela HBO, entre 1998 a 2004. A graça da história é justamente a visão crua e realista dos relacionamentos em uma cidade dominada por grandes figurões, razão pela qual existe a figura romântica do Mr. Big (Chris Noth), baseado em um dos namorados da autora.

Nas primeiras duas temporadas temos um formato mais próximo de uma coluna de jornal, com o cenário noturno da cidade, opinião de várias pessoas, as festas e restaurantes. A quarta parede é quebrada várias vezes. Mais para o final temos um formato mais comum voltado para a história de amor de cada uma das mulheres.

Outro fator importante é que a protagonista não é exatamente uma heroína clássica. Ela é uma pessoa cheia de defeitos, tende a ser impulsiva, com dificuldade de comunicação, muitas vezes irresponsável com suas finanças e muitas vezes ignora as necessidades das pessoas a seu redor. Ainda assim, podemos nos relacionar com ela, afinal, somos cheios de defeitos também.

Suas amigas personificam visões diferentes sobre relacionamentos. Samantha não deseja nenhum relacionamento; Miranda até quer um relacionamento, mas seu foco é a carreira; já Charlotte é a sonhadora que quer o casamento dos sonhos. Tem mulher e pauta para todas se identificarem.

O interessante também é que os episódios são construídos em cima de experiências reais dos roteiristas, logo, é muito fácil se enxergar em alguma situação a qual as meninas são expostas. Desde encontros ruins, julgamentos até corações partidos. 

É claro que não está livre de questionamentos e críticas, alguns episódios são super Cringe! Mas ainda assim vale muito a pena. Mal posso esperar pelo revival, embora Kim Catrall tenha decidido não participar, o que significa uma grande perda da personagem Samantha. 



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